21 de dez. de 2010

Feliz Natal!!

O DIA EM QUE VI DEUS
Autor: Frei Betto
Natal é a "despapainoelização" do espírito.
É quando o coração torna-se manjedoura e, aberto ao outro, acolhe, abraça e acarinha.
Violenta-se quem faz da festa do Menino Jesus uma troca insana de mercadorias. Quantas ausências nesses presentes!
Em pleno verão, nos trópicos, o corpo empanturra-se de nozes e castanhas, vinhos e carnes gordas, sem que se faça presente junto àqueles que, caídos à beira do caminho, aguardam um gesto samaritano.
Ainda criança, em Minas, aprendi com meus pais a depositar junto ao presépio a lista de meus sonhos.
Nada de pedidos a Papai Noel.
No decorrer do advento, eu engordava a lista: a cura de um parente enfermo; um emprego para o filho da lavadeira; e a paz no mundo.
Meu pai insistia para que eu registrasse meus sonhos mais íntimos.
Aos 8 anos, escrevi: "Quero ver Deus".
Minha mãe ponderou: "Não basta Nossa Senhora, como as crianças de Fátima?".
Não, eu queria ver Deus Pai.
Nem imagens dele eu encontrava nas igrejas, que exibem, de sobejo, ícones de Jesus e pombas que evocam o Espírito Santo.
Na tarde de 25 de dezembro, meus pais levaram-me a um hospital pediátrico. Distribuímos alegria e chocolate às crianças, vítimas de traumas ou tomadas pelo câncer e por outras enfermidades.
Fiquei muito impressionado com um menino de 6 anos, careca.
Na saída, mamãe indagou-me: "Gostou de ver Deus?".
Fiquei confuso: "Só vi crianças doentes", respondi.
Então ela me ensinou que a fé cristã reconhece que todos os seres humanos são imagem e semelhança de Deus.
Por isso é tão difícil ver Deus.
Pois não é fácil encarar a radical sacralidade de todo homem e de toda mulher.
Aos poucos entendi que o modo de comemorar o Natal forma filhos consumistas ou altruístas. E descobri que Deus é tanto mais invisível quanto mais esperamos que Ele entre pela porta da frente.
Sorrateiro, Ele chega pelos fundos, via um sem-terra chamado Abraão; um revolucionário, de nome Moisés;
um músico com fama de agitador, Davi;
uma prostituta, Raab;
um subversivo conhecido por Jeremias;
um alucinado, Daniel;
um casal de artesãos que, recusado em Belém, ocupa um pasto para trazer o Filho à vida: Maria e José.
No Evangelho de Mateus (25, 31-46) Jesus identifica-se com quem tem fome e sede, é doente ou prisioneiro, oprimido ou excluído. Aqueles que para os "sábios" são a escória da sociedade, para Deus são os convidados ao banquete do reino.
Desde então aprendi que Natal é todo dia, basta abrir-se ao outro e à estrela que, acima das mazelas deste mundo, acende a esperança de um futuro melhor.
Sonhar com um mundo em que o Pai Nosso transpareça na grande festa do pão nosso.
 
Pois quem reparte o pão partilha Deus.

      Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

13 de dez. de 2010

Grande Edgar - Luís Fernando Veríssimo.

Grande Edgar

Já deve ter acontecido com você.
- Não está se lembrando de mim?
Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele está ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando a sua resposta. Lembra ou não lembra?
Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir. Um, o curto, grosso e sincero.
- Não.
Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O "Não" seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos não entre pessoas educadas. Você devia ter vergonha. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem.
Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, é o da dissimulação.
- Não me diga. Você é o... o...
"Não me diga", no caso, quer dizer "Me diga, me diga". Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com a sua agonia. Ou você pode dizer algo como:
- Desculpe deve ser a velhice, mas...
Este também é um apelo à piedade. Significa "Não torture um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!" É uma maneira simpática de dizer que você não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve à insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua.
E há o terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.
- Claro que estou me lembrando de você!
Você não quer magoá-lo, é isso. Há provas estatísticas que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. E, mesmo, depois de dizer a frase não há como recuar. Você pulou no abismo. Seja o que Deus quiser. Você ainda arremata:
- Há quanto tempo!
Agora tudo dependerá da reação dele. Se for um calhorda, ele o desafiará.
- Então me diga quem eu sou.
Neste caso você não tem outra saída senão simular um ataque cardíaco e esperar, falsamente desacordado, que a ambulância venha salvá-lo. Mas ele pode ser misericordioso e dizer apenas:
- Pois é.
Ou:
- Bota tempo nisso.
Você ganhou tempo para pesquisar melhor a memória. Quem é esse cara, meu Deus? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas do meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, o mantém à distância com frases neutras como "jabs" verbais.
- Como cê tem passado?
- Bem, bem.
- Parece mentira.
- Puxa.

(Um colega da escola. Do serviço militar. Será um parente? Quem é esse cara, meu Deus?)
Ele está falando:
- Pensei que você não fosse me reconhecer...
- O que é isso?!
- Não, porque a gente às vezes se decepciona com as pessoas.
- E eu ia esquecer você? Logo você?
- As pessoas mudam. Sei lá.
- Que idéia!

(É o Ademar! Não, o Ademar já morreu. Você foi ao enterro dele. O... o... como era o nome dele? Tinha uma perna mecânica. Rezende! Mas como saber se ele tem uma perna mecânica? Você pode chutá-lo, amigavelmente. E se chutar a perna boa? Chuta as duas. "Que bom encontrar você!" e paf, chuta uma perna. "Que saudade!" e paf, chuta a outra. Quem é esse cara?)
- É incrível como a gente perde contato.
- É mesmo.

Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.
- Cê tem visto alguém da velha turma?
- Só o Pontes.
- Velho Pontes!

(Pontes. Você conhece algum Pontes? Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes...)
- Lembra do Croarê?
- Claro!
- Esse eu também encontro, às vezes, no tiro ao alvo.
- Velho Croarê!

(Croarê. Tiro ao alvo. Você não conhece nenhum Croarê e nunca fez tiro ao alvo. É inútil. As pistas não estão ajudando. Você decide esquecer toda a cautela e partir para um lance decisivo. Um lance de desespero. O último, antes de apelar para o enfarte.)
- Rezende...
- Quem?

Não é ele. Pelo menos isso está esclarecido.
- Não tinha um Rezende na turma?
- Não me lembro.
- Devo estar confundindo.

Silêncio. Você sente que está prestes a ser desmascarado.
- Sabe que a Ritinha casou?
- Não!
- Casou.
- Com quem?
- Acho que você não conheceu. O Bituca.

Você abandonou todos os escrúpulos. Ao diabo com a cautela. Já que o vexame é inevitável, que ele seja total, arrasador. Você está tomado por uma espécie de euforia terminal. De delírio do abismo. Como que não conhece o Bituca?
- Claro que conheci! Velho Bituca...
- Pois casaram...

É a sua chance. É a saída. Você passa ao ataque.
- E não me avisaram nada?!
- Bem...
- Não. Espera um pouquinho. Todas essas coisas acontecendo, a Ritinha casando com o Bituca, o Croarê dando tiro, e ninguém me avisa nada?!
- É que a gente perdeu contato e...
- Mas o meu nome está na lista, meu querido. Era só dar um telefonema. Mandar um convite.
- É...
- E você ainda achava que eu não ia reconhecer você. Vocês é que esqueceram de mim!
- Desculpe, Edgar. É que...
- Não desculpo não. Você tem razão. As pessoas mudam...

(Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar. Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima idéia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele está na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de "Já?!")
- Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?
- Certo, Edgar. E desculpe, hein?
- O que é isso? Precisamos nos ver mais seguido.
- Isso.
- Reunir a velha turma.
- Certo.
- E olha, quando falar com a Ritinha e o Mutuca...
- Bituca.
- E o Bituca, diz que eu mandei um beijo. Tchau, hein?
- Tchau, Edgar!

Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer "Grande Edgar". Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez que alguém lhe perguntar "Você está me reconhecendo?" não dirá nem não. Sairá correndo

2 de dez. de 2010

Amor e outros males - Rubem Braga


Uma delicada leitora me escreve: não gostou de uma crônica minha de outro dia, sobre dois amantes que se mataram. Pouca
gente ou ninguém gostou dessa crônica; paciência. Mas o que a leitora estranha é que o cronista "qualifique o amor, o principal sentimento
da humanidade, de coisa tão incômoda". E diz mais: "Não é possível que o senhor não ame, e que, amando, julgue um sentimento
de tal grandeza incômodo".
Não, minha senhora, não amo ninguém; o coração está velho e cansado. Mas a lembrança que tenho de meu último amor, anos
atrás, foi exatamente isso que me inspirou esse vulgar adjetivo – "incômodo". Na época eu usaria talvez adjetivo mais bonito,
pois o amor, ainda que infeliz, era grande; mas é uma das tristes coisas desta vida sentir que um grande amor pode deixar apenas
uma lembrança mesquinha; daquele ficou apenas esse adjetivo, que a aborreceu.
Não sei se vale a pena lhe contar que a minha amada era linda; não, não a descreverei, porque só de revê-la em pensamento
alguma coisa dói dentro de mim. Era linda, inteligente, pura e sensível – e não me tinha, nem de longe, amor algum; apenas uma leve
amizade, igual a muitas outras e inferior a várias.
A história acaba aqui; é, como vê, uma história terrivelmente sem graça, e que eu poderia ter contado em uma só frase. Mas o
pior é que não foi curta. Durou, doeu e – perdoe, minha delicada leitora – incomodou.
Eu andava pela rua e sua lembrança era alguma coisa encostada em minha cara, travesseiro no ar; era um terceiro braço que
me faltava, e doía um pouco; era uma gravata que me enforcava devagar, suspensa de uma nuvem. A senhora acharia exagerado se
eu lhe dissesse que aquele amor era uma cruz que eu carregava o dia inteiro e à qual eu dormia pregado; então serei mais modesto
e mais prosaico dizendo que era como um mau jeito no pescoço que de vez em quando doía como bursite. Eu já tive um mês de bursite,
minha senhora; dói de se dar guinchos, de se ter vontade de saltar pela janela. Pois que venha outra bursite, mas não volte nunca
um amor como aquele. Bursite é uma dor burra, que dói, dói, mesmo, e vai doendo; a dor do amor tem de repente uma doçura,
um instante de sonho que mesmo sabendo que não se tem esperança alguma a gente fica sonhando, como um menino bobo que vai
andando distraído e de repente dá uma topada numa pedra. E a angústia lenta de quem parece que está morrendo afogado no ar, e
o humilde sentimento de ridículo e de impotência, e o desânimo que às vezes invade o corpo e a alma, e a "vontade de chorar e de
morrer", de que fala o samba?
Por favor, minha delicada leitora; se, pelo que escrevo, me tem alguma estima, por favor: me deseje uma boa bursite

30 de out. de 2010

Amanhã, pense bem. Vote consciente!!

"Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha

Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada pra só dizer "sim.

Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
(Não vou te trair)"

http://www.vagalume.com.br/vale-tudo/brasil.html#ixzz13tOWga22

24 de out. de 2010

Olhos de Ressaca.

"-...Deixe ver os olhos, Capitu.
Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, "olhos de cigana oblíqua e dissimulada." Eu não sabia o que era obliqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira, eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra idéia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que...
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me."

Existe obra mais maravilhosa do que DOM CASMURRO? Pra mim não. Meu livro preferido!!

18 de out. de 2010

Sexa - Luis Fernando Veríssimo

Sexa

- Pai…
- Hmmm?
- Como é o feminino de sexo?
- O quê?
- O feminino de sexo.
- Não têm.
- Sexo não tem feminino?
- Não.
- Só tem sexo masculino?
- É. Quer dizer, não. Existem dois sexos. Masculino e feminino.
- E como é o feminino de sexo?
- Não tem feminino. Sexo é sempre masculino.
- Mas tu mesmo disse que tem sexo masculino e feminino.
- O sexo pode ser masculino ou feminino. A palavra “sexo” é masculino. O sexo masculino, o sexo feminino.
- Não devia ser “a sexa”?
- Não.
- Por que não?
- Porque não! Desculpa. Porque não. “Sexo” é sempre masculino.
- O sexo da mulher é masculino?
- É. Não! O sexo da mulher é feminino.
- E como é o feminino?
- Sexo mesmo. Igual ao do homem.
- O sexo da mulher é igual ao do homem?
- É. Quer dizer… Olha aqui. Tem o sexo masculino e o sexo feminino, certo?
- Certo.
- São duas coisas diferentes.
- Então como é o feminino de sexo?
- É igual ao masculino.
- Mas não são diferentes.
- Não. Ou, são! Mas a palavra é a mesma. Muda o sexo, mas não muda a palavra.
- Mas então não muda o sexo. É sempre masculino.
- A palavra é masculina.
- Não. “A palavra” é feminino. Se fosse masculina seria “o pal…”
- Chega! Vai brincar, vai.
O garoto sai e a mãe entra. O pai comenta:
- Temos que ficar de olho nesse guri…
- Por quê?
- Ele só pensa em gramática.

http://www.portallos.com.br/2008/06/16/cronicas-verissimo-sexa/

10 de out. de 2010

Reflita!!

Eleitor do Serra explicando porque vai votar nele.

Desculpem amigos, vou votar no SERRA.
"Cansei...Basta"! Vou votar no Serra, do PSDB.
Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está
barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se
mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.
Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra
algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com
seus celulares.

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou
coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador
de papel, agora navega...

Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de dinheiro a juro
baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. " É uma vergonha!",
como dizia o Boris Casoy. Com o Serra os congestionamentos vão
acabar, porque como em S.Paulo, vai instalar postos de pedágio nas
estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro.

Cansei da moda banalizada. Agora, qualquer um pode botar uma
confecção. Tem até crédito oferecido pelo governo. O que era exclusivo
da Oscar Freire, agora, se vende até no camelô da 25 de Março e no
Braz.

Vergonha, vergonha, vergonha...

Cansei de ir em banco e ver aquela fila de idosos no Caixa
Preferencial, todos trabalhando de office-boys.

Cansei dessa coisa de biodiesel, de agricultura familiar. O caseiro do
meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode? Cansei dessa
coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser
utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação
(Globo,SBT,Band, RedeTV, CNT, Fôlha SP, Estadão, etc.). A coitada da
"Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em
Pernambuco. É o fim do mundo.

Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço,
na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um
desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e
competir com essa raça. Acreditem, minha filha contratou uma
cozinheira e ela estava fazendo direito em uma faculdade particular
pelo PROUNI, em pouco tempo estava estagiando como defensora pública,
saindo assim que se formou. Que absurdo! Ainda mais era negra. Essa
gentinha não se enxerga mesmo.

Os aviões agora vivem lotados com este pessoalzinho que não sabe se
comportar pois estão voando pela primeira vez. Agora os aeroportos
ficaram pequenos para tanto avião e tanta gente.

Cansei dessa história de Luz para Todos. Os capiaus, agora, vão
assistir TV até tarde. E, lógico, vão acordar ao meio-dia. Quem vai
cuidar da lavoura do Brasil? Diga aí, seu Lula...

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa
própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas
recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que
será deles? Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora,
qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui
do prédio, vai passar férias no Exterior. É o fim...

Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta
as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em
disparada e aproveitar a inflação. Investir em ações de Estatais quase
de graça e vender com altos lucros. Chega dessa baboseria
politicamente correta, dessa hipocrisia de cooperação. O motor da vida
é a disputa, o risco... Quem pode, pode, quem não pode, se sacode. Tenho
culpa eu, se meu pai era mais esperto que os outros para ganhar
dinheiro comprando ações de Estatais quase de graça? Eles que vão
trabalhar, vagabundos, porque no capitalismo vence quem tem mais
competência. É o único jeito de organizar a sociedade, de mostrar quem
é superior e quem é inferior.

Eu ia anular, mas cansei. Basta! Vou votar no SERRA. Quero ver essa
gentalha no lugar que lhe é devido. "Quero minha felicidade de volta."

23 de set. de 2010

Vote consciente, analise e não vá pela cabeça dos outros!!

OBS: que fique claro que não sou "Lulista", nem "petista" e muito menos "ativista"!!
Só acho que a injustiça não deve passar em branco!!!

Por Pedro Lima *
Enviada por Laurez Cerqueira **
 

Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à 
condição de consumidores; e que também não entende de economia
pagou as contas de FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda empresta algum aos ricos. 

Lula, o analfabeto, que não entende de educação, criou mais escolas e universidades 
que seus antecessores juntos (14 universidades públicas e estendeu mais de 40 campi), 
e ainda criou o PRÓ-UNI, que leva o filho do pobre à universidade 
(meio milhão de bolsa para pobres em escolas particulares).

Lula, que não entende de finanças nem de contas públicas, 
elevou o salário mínimo de 64 para mais de 291 dólares (valores de janeiro de 2010), 
e não quebrou a previdência como queria FHC. 
Lula, que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e 
disse que o Brasil está melhor que o mundo. 
Embora o PIG – Partido da Imprensa Golpista, que entende de tudo, diga que não.

Lula, que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, 
reabilitou o Proálcool, acreditou no biodiesel e levou o país à 
liderança mundial de combustíveis renováveis 
(maior programa de energia alternativa ao petróleo do planeta). 

Lula, que não entende de política, mudou os paradigmas mundiais e 
colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, 
passou a ser respeitado e enterrou o G-8 (criou o G-20).

Lula, que não entende de política externa nem de conciliação, 
pois foi sindicalista brucutu, mandou às favas a ALCA, 
olhou para os parceiros do sul, especialmente para os vizinhos da América Latina, 
onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista. 
Tem fácil trânsito junto a Chaves, Fidel, Obama, Evo etc. 
Bobo que é, cedeu a tudo e a todos.

Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha (a convite dela) e 
afrontou a fidalguia branca de olhos azuis.

Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de Keynes
criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora de o Estado investir.
Hoje o PAC é um amortecedor da crise. 

Lula, que não entende de crise, mandou baixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre (como também na linha branca de eletrodomésticos).

Lula, que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais,
é respeitado e citado entre as pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual 
(o melhor do mundo para o Le Monde, Times, News Week, Financial Times e outros...).

Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um "brucutu", 
já tinha empatia e relação direta com George Bush – notada até pela imprensa americana – 
e agora tem a mesma empatia com Barack Obama.

Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, 
é amigo do tal John Sweeny (presidente da AFL-CIO - American Federation Labor - Central Industrial Congres - a central de trabalhadores dos Estados Unidos, que lá sim, é única...)
e entra na Casa Branca com credencial de negociador e fala direto com o Tio Sam lá, nos “States”.

Lula, que não entende de geografia, pois não sabe interpretar um mapa é autor da (maior) mudança geopolítica das Américas (na história).

Lula, que não entende nada de diplomacia internacional
pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes 
e se torna interlocutor universal.

Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas,
faz história e será lembrado por um grande legado, dentro e fora do Brasil.

Lula, que não entende nada de conflitos armados nem de guerra
pois é um pacifista ingênuo, já é cotado pelos palestinos para dialogar com Israel. 

Lula, que não entende nada de nada, 
é bem melhor que todos os outros…!

Desculpe os não-Lulas, mas como recebo muitos e-mails ironizando, debochando e 
falando horrores dele, acho que tenho o direito de enviar um único e-mail que 
fale bem desse “analfabeto”.

“Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.”

Pedro Lima, economista e professor de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
** Laurez Cerqueira é escritor e cientista político.


14 de set. de 2010

Hardvolts 18/09/10 no Maria Bonita!



Se você mora em Fortaleza e curte um bom rock'in roll, neste sábado a banda HARDVOLTS estará no Maria Bonita, fazendo uma noite de Tributo ao AC/DC, todos os clássicos dessa grande banda de rock.

Não perca, chame seus amigos, venha saborear os pratos e petiscos regionais acompanhados de uma cerveja bem gelada.

Rua Desembargador Leite Albuquerque, 358 - Aldeota
Couvert artístico: R$ 4,00

29 de ago. de 2010

O Lixo - Luís Fernando Veríssimo

"Encontram-se na área de serviço. Cada um com seu pacote de lixo. É a primeira vez que se falam.
- Bom dia...
- Bom dia.
- A senhora é do 610.
- E o senhor do 612
- É.
- Eu ainda não lhe conhecia pessoalmente...
- Pois é...
- Desculpe a minha indiscrição, mas tenho visto o seu lixo...
- O meu quê?
- O seu lixo.
- Ah...
- Reparei que nunca é muito. Sua família deve ser pequena...
- Na verdade sou só eu.
- Mmmm. Notei também que o senhor usa muito comida em lata.
- É que eu tenho que fazer minha própria comida. E como não sei cozinhar...
- Entendo.
- A senhora também...
- Me chame de você.
- Você também perdoe a minha indiscrição, mas tenho visto alguns restos de comida em seu lixo. Champignons, coisas assim...
- É que eu gosto muito de cozinhar. Fazer pratos diferentes. Mas, como moro sozinha, às vezes sobra...
- A senhora... Você não tem família?
- Tenho, mas não aqui.
- No Espírito Santo.
- Como é que você sabe?
- Vejo uns envelopes no seu lixo. Do Espírito Santo.
- É. Mamãe escreve todas as semanas.
- Ela é professora?
- Isso é incrível! Como foi que você adivinhou?
- Pela letra no envelope. Achei que era letra de professora.
- O senhor não recebe muitas cartas. A julgar pelo seu lixo.
- Pois é...
- No outro dia tin ha um envelope de telegrama amassado.
- É.
- Más notícias?
- Meu pai. Morreu.
- Sinto muito.
- Ele já estava bem velhinho. Lá no Sul. Há tempos não nos víamos.
- Foi por isso que você recomeçou a fumar?
- Como é que você sabe?
- De um dia para o outro começaram a aparecer carteiras de cigarro amassadas no seu lixo.
- É verdade. Mas consegui parar outra vez.
- Eu, graças a Deus, nunca fumei.
- Eu sei. Mas tenho visto uns vidrinhos de comprimido no seu lixo...
- Tranqüilizantes. Foi uma fase. Já passou.
- Você brigou com o namorado, certo?
- Isso você também descobriu no lixo?
- Primeiro o buquê de flores, com o cartãozinho, jogado fora. Depois, muito lenço de papel.
- É, chorei bastante, mas já passou.
- Mas hoje ainda tem uns lencinhos...
- É que eu estou com um pouco de coriza.
- Ah.
- Vejo muita revista de palavras cruzadas no seu lixo.
- É. Sim. Bem. Eu fico muito em casa. Não saio muito. Sabe como é.
- Namorada?
- Não.
- Mas há uns dias tinha uma fotografia de mulher no seu lixo. Até bonitinha.
- Eu estava limpando umas gavetas. Coisa antiga.
- Você não rasgou a fotografia. Isso significa que, no fundo, você quer que ela volte.
- Você já está analisando o meu lixo!
- Não posso negar que o seu lixo me interessou.
- Engraçado. Quando examinei o seu lixo, decidi que gostaria de conhecê-la. Acho que foi a poesia.
- Não! Você viu meus poemas?
- Vi e gostei muito.
- Mas são muito ruins!
- Se você achasse eles ruins mesmo, teria rasgado. Eles só estavam dobrados.
- Se eu soubesse que você ia ler...
- Só não fiquei com eles porque, afinal, estaria roubando. Se bem que, não sei: o lixo da pessoa ainda é propriedade dela?
- Acho que não. Lixo é domínio público.
- Você tem razão. Através do lixo, o particular se torna público. O que sobra da nossa vida privada se integra com a sobra dos outros. O lixo é comunitário. É a nossa parte mais social. Será isso?
- Bom, aí você já está indo fundo demais no lixo. Acho que...
- Ontem, no seu lixo...
- O quê?
- Me enganei, ou eram cascas de camarão?
- Acertou. Comprei uns camarões graúdos e descasquei.
- Eu adoro camarão.
- Descasquei, mas ainda não comi. Quem sabe a gente pode...
- Jantar juntos?
- É.
- Não quero dar trabalho.
- Trabalho nenhum.
- Vai sujar a sua cozinha?
- Nada. Num instante se limpa tudo e põe os restos fora.
- No seu lixo ou no meu?"

Fonte: http://7leitores.blogspot.com/2008/07/o-lixo-luis-fernando-verssimo.html

25 de ago. de 2010

Hardvolts dia 27/08/10 no Rota 66!

Para o pessoal de Fortaleza que curte AC/DC, aí está uma ótima pedida para o final de semana.

Cante AC/DC e ganhe uma cerva!!

No show da Hardvolts, dia 27/08 no Rota 66, cante Ac/Dc e ganhe uma cerva!
Ainda com o karaoke dos infernos vc canta Ac/DC e ganha uma cerva, mas tem q cantar, não vale imbromationn!
Mostre que vc curte mesmo a parada!!!
Quem sabe o seu caminho está próximo para o topo do Rock'n'Roll!!! 
 

E mais: Ganhe cortesias para o show do Rota!!

Concorra a cortesias para o show do ROTA!
Nos desculpem os marmanjos mas a promoção desta vez é válida apenas para as garotas. Para concorrer a uma cortesia você deve postar um depoimento no orkut da banda http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=9528334841487530183&rl=t respondendo a seguinte pergunta: Que declaração você faria para o Bon Scott se o visse na sua frente em carne e osso?
Só serão aceitas as respostas por depoimento.
Serão 5 cortesias para as 5 melhores respostas! Envie a sua e concorra já! 
 
O Rota 66 fica na Travessa Manuel Maia,100 (esquina com a AV. Soriano Albuquerque) Bairo Joaquim Távora
TEL: 3023 3566 - 8821 597


24 de ago. de 2010

Diga não às drogas !!!!! (Luiz Fernando Veríssimo)

Gente, não deixem de ler o texto abaixo. Digam sempre não às drogas!!                                                
Depoimento emocionado de Luiz Fernando Veríssimo sobre sua experiência com as Drogas.

"Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de "experimenta, depois, quando você quiser, é só parar..." e eu fui na dele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", "da terra", que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do "Chitãozinho e Xororó" e em seguida um do "Leandro e Leonardo". Achei legal, coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "Amigo" e acabei comprando pela primeira vez.
Lembro que cheguei na loja e pedi:
- Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano.
Era o princípio de tudo!
Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé.
Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... "Banda Eva", "Cheiro de
Amor", "Netinho", etc.
Com o tempo, meu amigo foi oferecendo coisas piores: "É o Tchan", "Companhia do Pagode", "Asa de Águia" e muito mais. Após o uso contínuo eu já não queria mais saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer a bunda como eu nunca havia mexido antes, então, meu "amigo" me deu o que eu queria, um Cd do "Harmonia do Samba".
Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, minha razão de existir.
Eu pensava por ela, respirava por ela, vivia por ela!
Mas, depois de muito, a droga perde efeito, e você começa a querer cada
vez mais, mais, mais . . . Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show de encontro dos grupos "Karametade" e "Só pra Contrariar", e até comprei a Caras que tinha o "Rodriguinho" na capa.
Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão
tinha crescido muito em função do pandeiro, meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo.
Não deu outra: entrei para um grupo de Pagode.
Enquanto vários outros viciados cantavam uma "música" que não dizia nada,
eu e mais 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorriamos e
fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedi a coletânea "As Melhores do Molejão". Foi terrível!! Eu já não pensava mais!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas "miseráveis" e letras pouco arrojadas.
Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra
ainda estava por vir. Cheguei ao fundo do poço, no limiar da condição humana, quando comecei a escutar "Popozudas", "Bondes", "Tigrões", "Motinhas" e "Tapinhas".
Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido. Quando saia a noite para as festas pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas; uns nobres queriam me mostrar o "caminho das pedras", outros extremistas preferiam o "caminho dos templos".
Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e
ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: a droga limpa.
Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram a
única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de Rock, MPB, Progressivo e Blues. Mas o meu médico falou que é possível que tenham que recorrer ao Jazz e até mesmo a Mozart e Bach.
Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles
não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam sua visão para as coisas boas e te oferecem drogas.
Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável,
consumível, descartável e distante; vai perder as referências e definhar
mentalmente.
Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte:
* Não ligue a TV no Domingo a tarde;
* Não escute nada que venha de Goiânia ou do Interior de São Paulo;
* Não entre em carros com adesivos "Fui ... "
* Se te oferecerem um CD, procure saber se o suspeito foi ao programa da
Hebe ou se apareceu no Sabadão do Gugu;
* Mulheres gritando histericamente é outro indício;
* Não compre nenhum CD que tenha mais de 6 pessoas na capa;
* Não vá a shows em que os suspeitos façam gestos ensaiados;
* Não compre nenhum CD que a capa tenha nuvens ao fundo;
* Não compre qualquer CD que tenha vendido mais de 1 milhão de cópias
no Brasil; Não escute nada que o autor não consiga uma concordância verbal mínima.
* Mas, principalmente, duvide de tudo e de todos.
A vida é bela! Eu sei que você consegue! Diga não às drogas."

22 de ago. de 2010

Vida Apressada - Douglas Tufano

Essa crônica do Tufano já diz tudo, nem preciso comentar!! Retrato fiel da maioria das pessoas hoje em dia.

"Vocês já repararam que ninguém mais, hoje em dia, tem tempo? Mal levantamos da cama e já estamos atrasados!

O dia parece cada vez mais curto. Corremos de manhã até a noite e para tudo temos um horário apertado: falamos rapidamente ao telefone (não podemos perder tempo!), conversamos rapidamente com nossos filhos (não podemos perder tempo!), batucamos impacientes na mesinha do computador porque a conexão vai demorar trinta segundos (não podemos perder tempo!), enfiamos a comida na boca sem sentir bem o sabor dos alimentos (não podemos perder tempo!), engolimos o café e queimamos a língua porque ele demora a esfriar (não podemos perder tempo!), damos uma olhada no jornal, pulando páginas, misturando tudo (não podemos perder tempo!)... Afinal, para que queremos tempo?

Foi observando essa verdadeira obsessão com o tempo que comecei a refletir sobre a importância de se trabalhar esse assunto com os alunos. Porque eles também parecem não ter tempo para mais nada. A agenda de tarefas e compromissos dos nossos alunos é assombrosa! E parece que os pais não podem ver uma brechinha que já inventam alguma atividade, porque seus filhos "não podem perder tempo"! E assim vamos ensinando essa correria aos jovens, que começam a pensar que isso é que é normal. Se virem uma pessoa fazendo as coisas com calma, comendo devagar, lendo um livro página por página, conversando tranqüilamente... vão pensar que se trata de um extraterrestre.

E, no entanto, é preciso mostrar a eles que há uma outra forma de viver. Que certas coisas, para serem prazerosas ou proveitosas, devem ser feitas sem pressa. Conversar em família, por exemplo, é uma delas. Não se pode conversar, trocar confidências, curtir a presença uns dos outros, olhando toda hora para o relógio, com a sensação de "estar perdendo tempo".

Dou aulas de leitura e vejo que um dos obstáculos para a boa compreensão de textos é a pressa com que muitos alunos lêem. Parece que fazem uma competição para ver quem termina mais depressa. Por isso, peço que leiam mais devagar, que prestem atenção no que estão lendo, que meditem ou reflitam sobre o tema. Percebo que muitos deles começam a se impacientar — querem acabar logo, não importa a qualidade do trabalho, o importante é chegar logo ao fim... Com esses, é preciso um longo trabalho de reeducação. Mas nós, os professores, precisamos dar o exemplo. E não só os professores. Todos aqueles que se relacionam com os alunos precisam mostrar que têm tempo, sim, para conversar e ouvir com calma. É preciso também respeitar o ritmos individuais e não submeter a maioria dos alunos ao ritmo dos mais apressados. Na vida, como na escola, nem sempre os mais apressados são os mais eficientes.

O tempo é um bem muito precioso. Gastá-lo numa agitação frenética e sem sentido não é uma forma inteligente de viver. Saibamos reservar tempo para os momentos mais importantes da nossa vida, para que, mais tarde, não venhamos a nos arrepender de não ter dito uma certa palavra, de não ter feito um certo gesto, de não ter tido uma certa conversa, porque não tivemos tempo..."

Fonte:http://douglastufano.multiply.com/reviews

17 de ago. de 2010

A cidade do sol!!

Bom, como falei que ia tentar levar um pouco de cultura às pessoas, começarei indicando um livro que li recentemente e amei muuuuuuuuito. Se chama "A cidade do sol", de Khaled Hosseni, o mesmo autor do "Caçador de Pipas". O livro é simplesmente fantástico. Me emocionei muito durante a leitura, até chorei, kkkkk. Foi um dos poucos livros que conseguiram me fazer chorar. O Caçador de Pipas também conseguiu mexer comigo assim. Muito bons todos dois.

Como diz na orelha do livro,  "A cidade do sol conta a história de duas mulheres muito diferentes, Laila e Mariam, que se encontram em meio ao caos da intolerância, das tradições distorcidas, da guerra contra tudo o que genuinamente somos. São protagonistas unidas para sempre, pelo desejo de superar o sofrimento e o medo, vencer a opressão, e encontrar a felicidade."

Vale muito a pena conferir!!

Os outro livros que me fizeram chorar, fora A cidade do sol e O caçador de pipas acima citados, foram: O Quinze (Rachel de Queiroz) e Capitães da Areia (Jorge Amado).

Cada um mais maravilhoso que o outro.

30 de mai. de 2010

Tô me sentindo tão pra baixo esses dias. Me sentindo feia, olho no espelho e não gosto de mim. Auto-estima lá embaixo!! Sei nem o que escrever aki. Só que tô muito triste!! :(

27 de mai. de 2010

"Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.

Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.

Já o verme - este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,

Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!"

24 de mai. de 2010

22 de abr. de 2010

Nova no blog!

Blog!! Não tenho muita paciencia pra isso. Não sei nem como começar a escrever. Espero que me sirva mesmo pra algo. Agora tô sem saco pra escrever!!